Como levar sua biblioteca de música do Android para o iPhone

O app Mudar para iOS, da Apple, leva contatos, fotos e mensagens. Uma pasta de arquivos MP3 ou FLAC é exatamente o que ele não leva. Aqui está o jeito de trazê-la inteira.

A tela de importação do bMusic, com transferência por Wi-Fi, arquivos e link direto

Por que as ferramentas de migração pulam a sua música

O Android trata música como arquivo. Existe uma pasta — geralmente Music, às vezes num cartão, quase sempre dividida por artista e álbum — e qualquer tocador do aparelho a lê. Foi por isso que era fácil conviver com ela, e é também por isso que as ferramentas de transferência a ignoram: elas movem os dados que pertencem a uma conta, e seus arquivos de música não pertencem a nenhuma.

No iPhone a resposta padrão é o app Música, que quer uma biblioteca e não uma pasta, e que preferiria que essa biblioteca viesse de uma assinatura. Quem chega do Android esbarra nisso no primeiro dia: os arquivos copiam para o Mac sem problema, e aí não há caminho óbvio até o aparelho que não passe por converter tudo e entregar ao iTunes.

A solução é continuar tratando música como arquivo também no iPhone. Traga a árvore de pastas uma vez, deixe um tocador lê-la, e o jeito como você usava a biblioteca no Android é o jeito como ela funciona aqui.

Passo a passo

Trazendo a pasta

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    Primeiro copie a pasta de música do aparelho Android

    Conecte-o a um computador e deixe montar, ou use o método de transferência que você já usa. Copie a pasta Music inteira em vez de escolher álbuns — você quer a árvore de pastas, porque é ali que a estrutura de artista e álbum vive se algum arquivo estiver sem tags.

  2. 02

    Reserve cinco minutos para conferir as tags

    No computador, abra alguns álbuns. Qualquer coisa extraída anos atrás no Windows pode ter uma codificação estranha ou o artista do álbum vazio. Corrigir agora, num editor de tags de desktop, é bem mais rápido do que fazer isso depois no telefone — embora o bMusic também consiga editar tags e gravá-las de volta no arquivo.

  3. 03

    Instale o bMusic no iPhone novo

    iOS 18.0 ou posterior, iPhone e iPad a partir do mesmo download, e todos os recursos funcionam por 15 dias a partir do dia da instalação. O prazo é proposital: dá para mover a biblioteca e conviver com ela por duas semanas.

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    Envie a pasta por Wi-Fi

    Escolha Importar por Wi-Fi no telefone, abra no computador o endereço mostrado e leia o código de seis dígitos com a câmera. Depois arraste as pastas para o navegador. Nada é instalado no computador e nada passa pela internet — os arquivos atravessam a sua própria rede.

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    Deixe a biblioteca ser remontada

    As tags são lidas de todos os arquivos (MP3, AAC, M4A, ALAC, FLAC, OPUS, WAV, AIFF carregam todas elas) e tudo é arquivado em Music/Artista/Álbum com a capa. Álbuns que chegaram divididos em pastas podem ser unidos, e uma coletânea agrupada errado pode ser separada.

Sem computador no meio? O bMusic também lê direto do seu próprio servidor WebDAV ou NAS, e aceita arquivos por AirDrop, pelo app Arquivos e por links diretos.

O que vem junto e o que não vem

Arquivos, tags e capas
Todos os formatos com que os tocadores de Android lidam no dia a dia — MP3, AAC, M4A, ALAC, FLAC, OPUS, WAV, AIFF — são importados com tags e capas embutidas intactas. Nada é recodificado no caminho.
Sua estrutura de pastas
As pastas de artista e álbum são reconstruídas no aparelho, então uma biblioteca organizada à mão continua organizada à mão, em vez de ser achatada numa lista só.
As contagens de reprodução não vêm
Elas viviam no tocador Android que você usava e não estão nos arquivos. O bMusic começa a contar do zero — a única coisa que vale saber antes de começar, e não depois.
Playlists .m3u também não vêm
Arquivos de playlist não são importados. Refaça arrastando no bMusic as poucas que você realmente usa; é mais rápido do que consertar os caminhos dentro de um .m3u que veio de outro aparelho.

Perguntas frequentes

Do Android para o iPhone: as dúvidas de sempre

O Mudar para iOS leva arquivos de música?
Em alguns casos ele trata a música comprada no Google Play, e não leva uma pasta com os seus próprios MP3 ou FLAC. É dessa pasta que este guia trata.
Dá para ir direto do Android para o iPhone?
Direto não, mas dá para pular o computador: coloque a pasta no seu próprio servidor WebDAV ou NAS e deixe o bMusic ler de lá, ou envie álbuns por AirDrop a partir de um Mac. Se você tiver um computador, esse é o caminho mais simples.
Meus arquivos FLAC vão funcionar no iPhone?
Vão. O iOS decodifica FLAC; quem recusa é apenas a sincronização do app Música. O bMusic toca o FLAC como está, com tags e capa.
Quanto tempo leva uma biblioteca grande?
Quem trabalha é o seu próprio Wi-Fi, então 20 GB são minutos e não horas numa rede decente. Dá para enviar em partes — a biblioteca é somada, não substituída.
Preciso de uma conta?
Não. Não há cadastro em nenhuma das pontas. Se você ligar a sincronização do iCloud depois, ela passa pela sua própria conta do iCloud.

Leve a sua própria música

Do dia da instalação em diante, todos os recursos do bMusic funcionam por 15 dias, sem nada retido. Mande um álbum e escute nos seus próprios fones.

iPhone, iPad e Mac · iOS 18.0 ou posterior · MP3, AAC, M4A, ALAC, FLAC, OPUS, WAV, AIFF