Como tocar arquivos FLAC no iPhone

O iOS decodifica FLAC desde o iOS 11. O que ele não faz é deixar você colocar um no app Música. Aqui está o caminho alternativo e por que nenhuma conversão é necessária.

O tocador do bMusic, mostrando a capa, a barra de progresso e os controles

Por que seus arquivos FLAC não entram no aparelho

Vale esclarecer a confusão primeiro, porque é ela que leva as pessoas à solução errada: o iPhone toca FLAC perfeitamente bem. O Core Audio o decodifica há anos, o app Arquivos mostra uma prévia e qualquer app que leia os próprios arquivos consegue tocá-lo. O que não lida com FLAC é o caminho da sincronização — a biblioteca do app Música e o iTunes ou o Finder que a alimentam. Solte um FLAC ali e você recebe a oferta de converter para ALAC ou AAC, ou simplesmente nada acontece.

Por isso o conselho de sempre — "converta tudo para ALAC" — resolve um problema que você não tem, ao custo de uma segunda cópia da biblioteca e de uma recodificação que não dá para desfazer com limpeza. O ALAC também é sem perdas, então o áudio sobrevive; as tags, a capa embutida e a divisão em discos muitas vezes não sobrevivem à ida e volta, e agora você tem duas bibliotecas para manter em dia.

O outro caminho é simplesmente um tocador que lê arquivos. Ele mantém o FLAC como FLAC, lê os comentários Vorbis e o bloco de imagem que o arquivo já carrega, e não envolve o app Música em momento algum. É o que o bMusic faz, e o resto desta página são os cinco minutos que isso leva.

Passo a passo

Tocando um FLAC no iPhone, do início ao fim

  1. 01

    Instale o bMusic no aparelho

    Ele exige iOS 18.0 ou posterior e roda em iPhone e iPad a partir do mesmo download. Todos os recursos funcionam por 15 dias a partir do dia da instalação, o que é mais do que suficiente para conferir se os seus arquivos tocam.

  2. 02

    Abra a página de transferência no computador onde estão os arquivos

    No telefone, escolha Importar por Wi-Fi. No computador, abra o endereço mostrado e aponte a câmera do telefone para o código na tela. A partir daí os dois conversam direto pela sua rede — nada a instalar no computador e nenhum cabo.

  3. 03

    Arraste os arquivos FLAC para o navegador

    Um álbum inteiro, a pasta inteira de um artista ou uma faixa só. Eles são copiados como estão: sem conversão, sem recodificação, sem uma segunda cópia "otimizada". Arquivos sem perdas são grandes, então leva o tempo que o seu Wi-Fi leva, e nada além disso.

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    Deixe a biblioteca se montar sozinha

    O bMusic lê as tags de cada FLAC — artista, álbum, número da faixa, número do disco, ano, gênero — e arquiva tudo em Music/Artista/Álbum. A capa embutida vem junto. Não há nada para digitar.

  5. 05

    Toque

    Sem intervalo entre as faixas, então um álbum ao vivo ou um disco emendado corre do jeito que foi montado. O equalizador de dez bandas, o timer para dormir, o AirPlay, o Bluetooth e os controles da tela bloqueada funcionam como em qualquer outro tocador.

Se os arquivos não estiverem em um computador, a mesma biblioteca os recebe por AirDrop, pelo app Arquivos, pela folha de compartilhamento de outro app, por um link direto ou do seu próprio servidor WebDAV.

O que isso dá e a conversão não dá

Uma única biblioteca
O arquivo no aparelho é o arquivo que você tinha. Nada para ressincronizar depois de corrigir uma tag, e nenhuma "versão para iPhone" do álbum se afastando aos poucos do original.
As tags em que você investiu tempo
Artista, artista do álbum, números de disco e faixa, ano, gênero e capa embutida são lidos do próprio FLAC. Coletâneas continuam coletâneas e álbuns duplos mantêm os números de disco.
E também os seus outros formatos
A mesma biblioteca guarda MP3, AAC, M4A, ALAC, FLAC, OPUS, WAV, AIFF lado a lado. Uma coleção metade FLAC, metade MP3 não precisa ser padronizada antes.
Arquivos que você consegue tirar de volta
A mesma página de Wi-Fi lista a biblioteca e baixa qualquer música de volta para o navegador do computador. Nada aqui é uma importação de mão única.

Perguntas frequentes

FLAC no iPhone: as dúvidas de sempre

O iPhone tem suporte nativo a FLAC?
Para reprodução, sim — o iOS decodifica FLAC desde o iOS 11. A limitação está na biblioteca do app Música e na sincronização do iTunes/Finder que a alimenta, não no hardware nem no sistema.
Devo converter meus FLAC para ALAC?
Não precisa. O ALAC também é sem perdas, então converter não prejudica o áudio, mas você fica com uma segunda biblioteca para manter e costuma perder a capa embutida e a divisão em discos no caminho. Tocar o FLAC direto evita tudo isso.
Arquivos sem perdas vão lotar meu aparelho?
O FLAC tem cerca de metade do tamanho do áudio bruto, então um álbum fica em torno de 250 a 400 MB, dependendo da gravação. A maioria leva os discos que realmente ouve, não a estante inteira; dá para apagar e reenviar qualquer álbum pela mesma página de Wi-Fi depois.
O som sem perdas sobrevive a fones Bluetooth?
Não, e isso vale para qualquer tocador: o Bluetooth recodifica o áudio no codec do próprio fone. Fones com fio, um DAC USB-C ou Lightning, ou a entrada auxiliar do carro mantêm o fluxo decodificado intacto.
Ainda posso usar o Apple Music?
Pode. O bMusic lê apenas a própria pasta e nunca toca na biblioteca do app Música, então os dois convivem no mesmo aparelho.

Leve a sua própria música

Do dia da instalação em diante, todos os recursos do bMusic funcionam por 15 dias, sem nada retido. Mande um álbum e escute nos seus próprios fones.

iPhone, iPad e Mac · iOS 18.0 ou posterior · MP3, AAC, M4A, ALAC, FLAC, OPUS, WAV, AIFF